Redação
Os três senadores de Mato Grosso — Jayme Campos (União), Margareth Buzetti (PSD) e Wellington Fagundes (PL) — assinaram o pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O grupo alega uma “escalada autoritária” e abuso de autoridade por parte do magistrado.
O pedido foi protocolado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após Moraes determinar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusado de descumprir medidas cautelares impostas em investigação sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado.
O primeiro a assinar o pedido foi Wellington Fagundes, que vem se posicionando como representante da direita no estado. Em manifestação no último domingo (3), ele incentivou a população a pressionar os senadores que ainda não haviam apoiado o impeachment.
“Faltam três para dar a maioria. Pressione, cobre do seu senador para assinar o impeachment e fora Xandão”, declarou.
Na sequência, Margareth Buzetti também oficializou sua assinatura, afirmando que Moraes ultrapassou os limites legais.
“Paciência tem limite. Ninguém está acima da lei. Nem mesmo o ministro do STF”, escreveu nas redes sociais.
O último a aderir foi Jayme Campos, que também usou as redes sociais para justificar sua posição.
“De forma consciente e responsável, acabo de assinar o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Ele ultrapassou qualquer barreira e está desrespeitando a sociedade brasileira”, disse.
Atualmente, Moraes é alvo de quase 30 pedidos de impeachment no Senado. Cabe ao presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP), decidir se dará andamento às denúncias. Até o momento, nenhum dos pedidos foi levado adiante.
Segundo o documento apresentado por Flávio Bolsonaro, as medidas cautelares impostas por Moraes ao ex-presidente “extrapolam em muito os limites que regem o exercício da jurisdição penal”.
Cadastre-se agora mesmo em nosso guia comercial, conheça agora mesmo nossos planos !